Design Thinking na educação: O que é e a importância dessa tendência educacional

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O Design Thinking é uma abordagem de pensamento criativo voltada à solução de problemas ou questões de olho no futuro, em inovações, centrado nas pessoas.

Mas e o que isso tem a ver com educação? Tudo!

Esta estratégia está em alta no mundo todo e em todas as áreas, principalmente dentro de empresas, mas também já chegou nas escolas mais inovadoras.

E por que os pais deveriam saber o que é Design Thinking? 

Porque é uma tendência educacional que incentiva a criação de uma cultura de pensamento, desenvolvendo diversas habilidades nos estudantes e formando pessoas com pensamento científico, crítico e criativo muito mais desenvolvido.

Ficou interessado(a)? 

A seguir, te explicaremos com detalhes o que é Design Thinking e como funciona na prática da educação.

O que é Design Thinking?

Traduzido de forma literal, Design Thinking significa “pensar como um designer”. O termo foi popularizado por Tim Brown, CEO da Ideo, empresa norte-americana que presta consultoria em Design.

De acordo com o próprio Brown, “Design thinking é uma abordagem de inovação centrada no ser humano que utiliza o kit de ferramentas de Design para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades tecnológicas e os requisitos para o sucesso dos negócios”.

Portanto, não se trata de um método, que traz uma fórmula específica. Mas, sim, de uma forma de abordagem, que busca compreender um determinado problema e, a partir daí, desenhar soluções criativas para resolver a questão. 

A ideia é que esse processo ocorra de forma coletiva e colaborativa, reunindo diversas pessoas e o máximo de perspectivas diferentes. O processo é feito por meio de etapas, que veremos mais à frente neste artigo. 

No Brasil, o Design Thinking é mais recente, mas é utilizado há alguns anos por empresas mais focadas em inovação, como IBM, Itaú, Bradesco, Robert Bosch, Whirlpool, Mapfre, TOTVS, entre outras.

Mas como colocar em prática o Design Thinking dentro de uma escola? Para entender o processo, é preciso conhecer as etapas da abordagem.

As etapas do Design Thinking

etapas do design thinking

O Design Thinking possui três grandes fases criativas – descoberta, ideação e experimentação -, que podem ocorrer em cinco etapas – empatia, definição, ideação, prototipação e validação.

A seguir, veja uma rápida explicação sobre elas. 

1) Empatia

O Design Thinking começa com um exercício de empatia para identificar o problema. A ideia é que diferentes pessoas, com diversas posições e perspectivas, convergem para o mesmo problema. 

Nesta etapa, recolhe-se o máximo de dados e informações que poderão ajudar na futura solução, sempre mantendo o foco no ser humano.

A empatia é o elemento-chave para buscar o entendimento das necessidades e do que motiva essas pessoas, permitindo identificar emoções, pontos de vista, reações e ações por diversos ângulos, sem julgamentos.

Veja também: Como ensinar empatia aos filhos? 5 passos para ter um filho mais empático

2) Definição

A partir das informações levantadas e dos diferentes olhares, chegou o momento de interpretar e compreender o problema.

Nesta fase, busca-se descobrir a origem da questão. Essa interpretação será influenciada pela visão de cada um do grupo, o que vai gerar variedade de pontos de vista e múltiplas possibilidades de solução.

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3) Ideação

Agora que vocês já encontraram o problema e descreveram seus principais fatores, é a hora de gerar ideias inovadoras para solucionar essa questão.

Nesta etapa, podem e devem emergir ideias malucas, porque o objetivo é que se abuse da criatividade, porque, assim, será mais fácil encontrar soluções eficientes.

Quanto mais ideias forem expostas, melhor. Porque melhor tende a ser o plano de ação.

4) Prototipação ou experimentação

Na penúltima fase, começa o momento da experimentação. É hora de construir a melhor versão possível das soluções desenhadas para testar. 

O objetivo é tirar as ideias do papel e dar formas concretas a elas – que são os protótipos. São eles que vão possibilitar verificar na prática se o que foi pensado funciona.

Descobrir quais benefícios ou problemas irão surgir. É a hora da tentativa e erro. O que importa é tirar lições do que deu errado e tentar novamente.

5) Validação ou testagem

A última etapa do Design Thinking é a de validar tudo o que foi feito. É muito mais focada na pessoa e em sua experiência de uso do que na solução em si.

Para isso, é feito um acompanhamento do projeto ao longo do tempo, avaliando todos os resultados e feedbacks.

O objetivo é refazer e aprimorar o que for necessário, para planejar os próximos passos. Afinal, o processo de aprendizado é contínuo.

Design Thinking na educação: como funciona na prática?

O Design Thinking é uma abordagem que vai muito além da resolução de problemas. 

Por isso, se torna uma ferramenta de ensino muito interessante e com um potencial enorme para tanto contribuir com a melhora do desempenho escolar dos estudantes, como prepará-los para o mercado de trabalho e os desafios da vida.

Na prática, o Design Thinking pode ser usado tanto nas disciplinas comuns quanto em projetos multidisciplinares e nas questões gerais da escola.

Enquanto os professores atuam como mediadores das atividades, os próprios estudantes são os protagonistas. 

Não como um simples receptor de informações, mas alguém que vai analisar problemas, expressar seu ponto de vista, ouvir os dos colegas, propor e discutir soluções de forma coletiva.

Algumas metodologias, principalmente da Educação 4.0, como a STEM/STEAM, que incluem aulas de programação, robótica, musicalidade e teatro, são ótimas opções para aplicar o Design Thinking na escola. 

Com esses métodos, os alunos são apresentados a um problema hipotético e, juntos, precisam resolvê-lo utilizando as matérias escolares e outras ferramentas importantes, como conhecimentos de programação.

Pais e mães sabem bem que seus filhos não se contentam mais apenas com livros e dificilmente não estão conectados à internet. Na escola não é diferente.

Por isso, um ensino menos engessado, que utilize de metodologias mais atuais e adaptadas às transformações digitais vai manter os jovens muito mais interessados em aprender, além de mais integrados com a sociedade e com o mundo ao seu redor. 

Novos métodos, novas formas de aprender

O Design Thinking somado a outras metodologias inovadoras, a um ambiente escolar preparado e a profissionais engajados em ensinar têm capacidade de despertar o interesse para o aprendizado.

Além do Design Thinking, é preciso estar de olho em tendências educacionais e nas novas abordagens de ensino. 

Assim, todos saem ganhando e estaremos garantindo a formação de uma geração mais preparada para os desafios futuros.

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