Crianças e tecnologia: 6 Benefícios e 4 Cuidados que os pais devem ter

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É fato que atualmente é difícil imaginar a vida sem computadores, smartphones, tablets ou mesmo aplicativos que tornam nosso cotidiano mais fácil e prático.

E se a vida dos adultos já se transformou radicalmente por causa desses aparelhos, a das crianças parece ser ainda mais afetada.

Os chamados “nativos digitais”, também conhecidos como Geração Y ou Millennials, vivem conectados entre si através da cultura tecnológica, porque não conheceram nenhum modo de vida diferente.

Desta forma, a introdução das tecnologias na vida dos pequenos tem ocorrido cada vez mais cedo – impactando até mesmo a forma como percebem o mundo e como constroem suas relações com o espaço e com outras pessoas.

E, sendo a influência da tecnologia nas crianças um universo ainda tão desconhecido, a todo momento surgem evidências de que ela tem impactos, tanto negativos quanto positivos. 

Por isso, neste post traremos alguns pontos importantes sobre esse assunto, para que você possa decidir quando e como deve apresentar o computador, o celular e outros dispositivos para seus filhos. Acompanhe os benefícios e malefícios da tecnologia infância!

Crianças e tecnologia: afinal, essa relação é benéfica ou maléfica?

A verdade é que ainda não há muito consenso quando o tema é crianças e tecnologia. Muitos especialistas afirmam que os pais não devem ficar apavorados com o acesso das crianças a gadgets: 

Ao contrário, elas podem utilizá-los, desde que com moderação; do contrário, eles podem ser mais prejudiciais do que vantajosos. 

Como em muitos outros casos no que diz respeito à criação dos pequenos, vale o bom senso.

Mas é preciso dizer que essa relação já foi vista com mais desconfiança, e que os experts começam a rever as primeiras orientações em relação ao contato das crianças com a tecnologia.

Em outubro de 2018, a Academia Americana de Pediatria (AAP) apresentou um documento que aponta, por exemplo, que o primeiro contato com o universo digital, que antes não deveria ocorrer antes dos 2 anos de idade, pode agora acontecer já a partir dos 18 meses, desde que haja participação e supervisão dos pais.

Contudo, o tempo para brincadeiras ainda é fundamental na formação dos pequenos. Ainda conforme a AAP, são as brincadeiras que vão ajudar no desenvolvimento das estruturas cerebrais relacionadas à inteligência matemática e à noção de espaço.

E, para além do desenvolvimento intelectual e cognitivo das crianças, é preciso ficar atento a como adolescentes lidam com a exposição às tecnologias, e em especial ao contato com a internet. 

Afinal, neste caso, além das questões fisiológicas, também estão em jogo questões relacionadas à segurança e saúde mental.

É necessário tomar cuidado com os conteúdos acessados pelas crianças e adolescentes, já que eles podem, por exemplo, ficar expostos à linguagem ofensiva e violenta em jogos online, ou assistirem a vídeos de informações e teorias falsas no YouTube.

Veja também: 5 perigos da internet para crianças e como evitá-los

Por isso, pais e adultos precisam monitorar o acesso à internet nessa faixa etária, equilibrando, é claro, com a necessidade de privacidade do adolescente.

6 benefícios da tecnologia na infância

benefícios da tecnologia para crianças

Como dissemos, ainda não há consenso sobre as vantagens e desvantagens de apresentar as tecnologias cedo para as crianças. Entretanto, abaixo, selecionamos algumas dos benefícios que já são apontados:

1) Ajuda na capacidade de aprendizado

Gadgets eletrônicos que oferecem jogos interativos são uma forma de estimular os cérebros em desenvolvimento das crianças

Isso, por sua vez, ajuda a ampliar as potencialidades do órgão com mais rapidez por causa dos estímulos constantes e fortes, auxiliando no desenvolvimento de uma mente mais aberta e apta a aprender com facilidade. 

2) Gera interesse por novos conhecimentos

Como a tecnologia e a internet colocam ao alcance da mão um mundo de conhecimento, é natural que as crianças, com essa disponibilidade, se sintam curiosas para aprender mais. Isso cria a possibilidade de novos aprendizados – mas os pais precisam garantir que a criança está consumindo algo adequado à sua idade.

3) Promove a concentração e o raciocínio lógico

As telas geram muita informação ao mesmo tempo, o que exige que quem as está manipulando precise desenvolver mais concentração e foco. Isso é muito importante para o aprendizado, então é possível usar esses dispositivos para auxiliar nesse sentido.

Da mesma forma, o raciocínio lógico também é promovido pelos gadgets, o que terá benefícios não só na infância, mas também na adolescência e vida adulta, como em atividades desenvolvidas no computador e habilidades matemáticas.

4) Possibilita que a criança crie seu próprio conteúdo

A web oferece a possibilidade que as crianças criem conteúdos em diferentes formatos: imagens, sites, textos, vídeos e até jogos. Assim, elas deixam de apenas receber o conteúdo pronto e passam a construir o que é de seu próprio interesse, criando um papel de protagonismo em seu próprio aprendizado, algo que está muito relacionado com o movimento cultura maker.

5) Oferece novas formas de estudar

A relação das crianças e tecnologia não é só de lazer. Elas podem usar computadores, smartphones, tablets e apps para estudar, encontrando respostas para suas dúvidas em pouco tempo não apenas em materiais didáticos digitais, mas também em ferramentas interativas, jogos e vídeos, o que pode tornar o aprendizado mais estimulante.

6) Prepara para o futuro

A tecnologia dominará cada vez mais o mercado de trabalho, e colocar as crianças e tecnologia em contato desde cedo é uma forma de assegurar que elas se acostumarão a essa realidade. Assim, elas estarão mais preparadas aos desafios e oportunidades que a tecnologia gerará, tendo mais chances de êxito na vida profissional.

4 cuidados que os pais devem ter

perigos da tecnologia para crianças

Agora que já falamos dos benefícios, vale a pena citarmos alguns dos cuidados que os pais precisam ter em relação às crianças e tecnologia:

1) Controlar o acesso ao YouTube e às redes sociais

O YouTube é uma das fontes de conteúdo impróprio para crianças. Então, para diminuir o risco de elas encontrarem vídeos de teor duvidoso, desative a reprodução automática e ative o modo restrito. Já em relação às redes sociais, utilize aplicativos como RescueTime, que ajudam a refletir sobre o uso da tela.

2) Estimular atividades que incentivem a socialização e a prática de exercícios físicos

As tecnologias são uma forma de aproximar as pessoas, então use-as nesse sentido para que a criança tenha contato com amigos e familiares que não estão próximos, pois ajuda a reforçar os laços. Em relação a exercícios, dê preferência a videogames como Kinect e Wii que podem auxiliar as crianças a tomarem gosto por exercícios físicos.

3) Evitar o uso antes das refeições e de ir dormir

Evite que a criança tenha acesso aos dispositivos na hora das refeições. Esse hábito está relacionado ao fato de se alimentar excessivamente e também desestimula o convívio familiar durante as refeições, que é importante para a formação social da criança. 

Antes de dormir os gadgets também não são indicados, pois sua luz azul estimula a produção de cortisol, que suprime a melatonina, prejudicando o sono.

4) Limitar o tempo em frente às telas

É preciso colocar limites bem claros para crianças e adolescentes no que se refere ao tempo que podem ficar em frente às telas. É claro que esse limite varia conforme a idade e contexto deles, mas é importante que ele exista e seja respeitado.

Uma forma de evitar o excesso de tempo em frente às telas e estabelecer períodos offline diários para toda a família. Além de ajudar a controlar o acesso, é uma forma de reforçar os laços e diálogos entre pais e filhos.

A melhor saída é o equilíbrio

Manter o diálogo,  investir em atividades familiares contribui para que as crianças e adolescentes não se tornem dependentes da tecnologia.

A melhor saída  é o equilíbrio: não encará-la como uma “bengala” que ajuda a entreter a criança em todos os momentos, mas também não vê-la como uma vilã que só gera desvantagens. 

E, acima de tudo, utilizá-la como uma ferramenta de conexão, ajudando a aproximar pais e educadores das crianças, tanto no contexto online quanto offline.

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