Comportamento Infantil aos 6 anos: Tudo o que você precisa saber

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Atenção papai e mamãe: o comportamento infantil aos 6 anos muda muito, e, para você não tomar um susto, é importante estar atento ao que está por vir. 

A gente sabe que o desenvolvimento dos filhos é, sem dúvida, a maior preocupação dos pais.

Todos querem ver seus filhos crescerem e florescerem.

Desde o nascimento, são diversas fases e há sempre algo novo acontecendo.

Girar, sentar, comer, engatinhar, andar, falar.

E quanto maiores eles ficam, mais complexas ficam essas mudanças.

Agora, conforme seu filho cresce, ele vai chegar na chamada “adolescência da infância”, aos 6 anos. 

Mais independência, mais perguntas, mais teimosia. 

São muitas mudanças de uma vez só! 

Para os pais, dá orgulho e saudade daquela criança que agora está virando um mocinho ou mocinha. 

Você está preparado(a)?

Fique tranquilo(a), aqui você vai saber tudo para encarar com muita sabedoria e amor essa fase do comportamento infantil aos 6 anos.

Nesse artigo você vai ver:

Como é o comportamento infantil aos 6 anos?

Ao atingir os 6 anos de idade, a criança começa a passar por um momento grande de transição. Seu corpo e sua mente dão um salto de desenvolvimento. 

Você vai notar logo que ela não é mais aquela criança de 5 anos, dependente e que tem a palavra dos pais como dogma.

É nessa idade que os dentes de leite começam a ser trocados pelos permanentes e as mudanças químicas internas favorecem o maior aparecimento de doenças infecciosas, como dores de ouvido e resfriados.

Nessa esteira, o comportamento da criança de 6 anos vai em direção ao novo. 

Novas propensões, novos desejos e novos sentimentos. 

É uma verdadeira montanha russa de emoções para o pequeno, e os pais precisam ter paciência e compreensão com essa nova fase.

Muita indecisão e comportamentos extremos

Uma criança de 6 anos tende a ser muito indecisa. 

É nesse momento da vida que ela se vê melhor como indivíduo e, com isso, vêm as escolhas que ela deve e quer fazer. Mas nem sempre é fácil! 

Por ela não ter experiência na hora de tomar decisões, às vezes, uma simples escolha entre banana ou mamão para o lanche pode ser um dilema profundo.

Nessa idade, os pequenos tendem a ter comportamento extremos. 

Gargalhadas seguidas de choro intenso, que logo voltam a ser gargalhadas, são comuns. 

Em um momento pode estar declarando seu amor pela mamãe e na outra a chamando de boba e feia. 

É como se a indecisão da vida objetiva também fosse vivida na vida emocional do pequeno.

Apesar desse vaivém de humores, os pais têm que estar atentos para não deixar passar comportamentos ruins.

Por exemplo, é nessa fase que as crianças começam a exercer sua força através da violência. 

Jamais um pai ou mãe deve devolver a bofetada que tomou, se não ele vai achar que é isso que se faz! 

É preciso unir a firmeza com a delicadeza ao dizer que o comportamento delas é errado.

Palavrão e alimentação: é preciso ter cuidado

Aos 6 anos, os pequenos estão muito atentos ao que todo mundo fala e tendem à repetição. 

Ao ouvir seu filho falando algum palavrão, não seu preocupe. Muitas vezes ele nem sabe o que aquilo significa. 

Explique para ele o significado daquela palavra e porque não se fala aquilo em qualquer situação ou dirigindo a outras pessoas. Ah, e claro, evite falar em casa ou na frente dele. 

Lembre-se: as crianças aprendem por exemplo.

Um comportamento infantil dos 6 anos que deixa os pais loucos é o de não querer comer. 

Aqui é preciso o maior cuidado e atenção do mundo. Será que é birra mesmo, ou a criança não está com fome? 

Não adianta repreendê-la. 

O melhor é guardar o alimento e dizer que, quando ela estiver com fome, ele estará disponível.

Quando a criança começa a tomar as próprias decisões é também o momento que ela começa a questionar a autoridade dos pais. 

Por isso, é importante que os pais estejam com a comunicação alinhada. Segundo a psicopedagoga Elizabeth Monteiro, se o pequeno ver os pais divergindo, pode acabar confiando mais em um ou em outro.

Características psicológicas

Uma fase de transição já é difícil para nós, adultos, agora imagina para uma criança de só 6 anos? 

Todo o comportamento complexo citado anteriormente é reflexo de uma psique em plena expansão.

Aos 6 anos o cérebro das crianças atinge um novo nível de maturidade, e, com ele, novas e inéditas sensações e sentimentos aparecem. 

E não é nada fácil para os pequenos entenderem o que estão sentindo. 

Com o processo de reconhecimento de si como indivíduo, vem junto um certo egocentrismo para a criança. Ela quer atenção de tudo e todos e anseia elogios e aprovação a todo momento.

Dominador e obstinado, seu pequeno vai ao mesmo tempo querer o pai, a mãe, todos os brinquedos e o mundo, só pra ele. 

As frustrações inevitáveis da vida podem lhe trazer agressividade, mas não se alarme. É fase! Então, com um pouco de paciência e diálogo, tudo se resolve.

Os baixinhos nessa idade podem reagir lentamente a uma ordem ou pedido, ou até nem reagirem. 

Depois de um tempo, porém, é comum que eles adotem a prática como se fosse ideia deles.

Então não é preciso insistir demais numa ordem com eles. Dê tempo até a ideia assentar na cabeça deles e logo eles acatarão seu pedido naturalmente.

Esse é o momento também que a criança começa a prestar atenção nas questões éticas da vida. 

Contudo, sua noção ainda é extremamente rudimentar, ela ainda está aprendendo! 

Por isso é preciso atenção redobrada dos pais para sempre agir na frente dela como esperam que ela o faça na sua vida. 

Apresentar dilemas éticos com histórias lúdicas também ajuda no entendimento da criança e no desenvolvimento da sua noção de certo e errado.

Como é o desenvolvimento de uma criança de 6 anos?

O aniversário de 6 anos de uma criança marca uma mudança de fase importante. 

Ela deixa para trás aquela criança ainda apegada ao seu pequeno mundinho que foi até os 5 anos e se abre para as possibilidades infinitas do mundo que enfrentará daqui pra frente. 

É um marco no desenvolvimento dela, inclusive pelo início de sua jornada escolar.

Veja também: Como escolher uma escola de Educação Infantil

A entrada no ensino primário é ao mesmo tempo excitante e desafiadora para o pequeno. 

Ele terá contato com outras crianças e adultos e terá de lidar com novos aprendizados diariamente. 

É importante que os pais acompanhem de perto esse momento, para ajudá-lo nas possíveis frustrações que poderão surgir diante da demanda de desempenho.

Porém, ajuda demais também não é bom! 

Os chamados “pais helicópteros” são aqueles que “salvam” os filhos de qualquer possibilidade de frustração e isso não é ideal.

Lembre-se: Essa é a época ideal para que seu filho desenvolva as habilidades psico-emocionais que vão acompanhá-lo por toda a vida.

É aqui que ele começa a se alfabetizar e a hora de investir muito nisso. Quem não quer um filho ávido pela leitura? 

Presenteie com gibis e livros apropriados para a idade e veja seu filho fazer a transição de quem ouve uma história para quem conta. Deu saudade? 

Vale ler uma história antes de dormir para lembrar os bons tempos.

Aumenta a independência da criança

Como dito antes, é um momento de maior independência. Passar a noite na casa do amiguinho, fazer uma viagem para um acampamento com a escola. 

Os pais ficam aflitos, mas devem confiar que seus filhos já estão preparados para ficar mais tempo longe. Mas claro, sempre respeitando o tempo da criança! 

Lembre-se que quem melhor conhece seu filho é você.

Os 6 anos é também a estrada numa fase extremamente ativa. Seu pequeno vai ter muita energia para gastar, então é um ótimo momento para iniciar uma atividade esportiva como artes marciais (karatê, taekwondo, etc) ou natação.

Fim do faz de conta

Finalmente, a criança ao 6 anos começa a deixar o mundo de fantasia e faz de conta para trás. 

Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Bicho Papão param de fazer sentido para ela. 

A criança começa a entender melhor o que é real e o que não é. Mas nem por isso você precisa quebrar a magia por ela! 

Deixe-a descobrir o que é e o que não é real sozinha.

Independência, maior conexão com a realidade, opinião própria. É, seu filho está crescendo. 

Esse é um momento que pode ser difícil para os pais. Por mais que queremos que eles cresçam, ver eles cada vez mais donos da própria vida traz uma saudade daquela criança dependente de nós.

É uma fase intensa, tanto para a criança como para os pais. Para curtir ao máximo esse boom de desenvolvimento de seu filho a fórmula é simples: amor, muito amor.

Ah, e um tantinho (ou tantão) de paciência também vai muito bem!

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