Como lidar com as notas baixas dos filhos? 8 recomendações de educadores

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Saber como lidar com as notas baixas dos filhos exige cautela e muito diálogo. 

Cautela porque as avaliações ruins podem indicar dificuldade na assimilação do conteúdo ou apenas uma situação específica pela qual o seu filho esteja passando. 

Diálogo, pois não existe criação sem uma boa conversa acompanhada de escuta ativa, compreensão e, claro, exemplo. 

Mas como reverter essa situação?

Sabemos que nesse processo algumas inseguranças podem bater. 

Você pode se questionar se errou em algum momento da criação ou mesmo repensar se a escolha da instituição de ensino foi mesmo assertiva. 

Fique tranquilo(a), pois todos esses sentimentos são normais e a grande maioria dos pais lidam ou terão que lidar com eles. 

Neste artigo, veja 8 formas de como lidar com as notas baixas dos filhos e ajudá-los nesse momento de dificuldade.

1) Meu filho está com as notas baixas na escola! O que fazer?

O que fazer quando o seu filho tirar notas baixas?

A primeira dica é: diminua a ansiedade

A nota nada mais é do que uma medida temporária das aprendizagens da criança naquele momento. Antes de ativar o modo desespero, procure entender os motivos da avaliação.

Muitas vezes o problema pode ser bem mais tranquilo do que você imagina. A aproximação do aluno com as tarefas de casa ou mesmo um reforço já podem ajudar na melhora do desempenho escolar. 

Nesse primeiro contato as cobranças não devem ser tão severas

Por isso a calma é tão importante. Controle a angústia que está em você e, só depois, estabeleça o contato com o seu filho. 

2) Converse e entenda os motivos

diálogo entre pais e filhos

Independente de qual for o problema que o seu filho estiver passando, o caminho sempre deve ser o diálogo. É ele que vai nortear os próximos passos. 

A pedagoga Flávia Cabral indica que agir impulsivamente ou reprimir a situação pode tornar a situação ainda pior e desmotivar o seu filho. 

A conversa, nesse sentido, deve acontecer para que ele compreenda que com esforço e humildade para aceitar ajuda ele poderá superar os resultados negativos.

3) Seja empático

Entender os sentimentos do seu filho e não exigir perfeição 100% do tempo é um processo fundamental para você estreitar os laços e fazer com que ele se sinta confortável para desabafar. 

Ainda que as notas estejam baixas e que você fique um pouco decepcionado com esse desempenho, evite pressioná-lo.

Da mesma maneira que um adulto sofre quando recebe muitas cobranças no trabalho, seu filho também vai sofrer.  Nesse sentido, direcione ele a cumprir suas responsabilidades e aprender com os erros.

Confira também: Como ensinar empatia aos filhos em 5 passos

4) Conversa com a escola e com os professores

É fato: escola e família precisam andar juntas na missão de ensinar. Por isso é essencial que os pais busquem os professores a fim de entender como o filho tem se comportado em sala de aula ou se tem manifestado sinais de dificuldade de assimilação no conteúdo. 

Importante lembrar que quando os pais vão até a escola, os professores se tornam parceiros e concedem a visão de quem ensina, mas também de quem convive diariamente por quatro horas (ou mais) com o seu filho. 

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Outra fator que merece ser destacado é que a presença dos pais na escola também dá ao estudante a sensação de estar bem assistido no cumprimento de suas responsabilidades. 

5) Participe da vida escolar do seu filho

participando da vida escolar do filho

Se a aproximação dos pais com os professores faz os filhos se sentirem mais seguros, o que dizer da participação dos responsáveis em outros momentos da vida escolar? 

Um estudo feito pelo pesquisador e professor da Universidades de Plymouth (Inglaterra), Nick Axford, reforça que o envolvimento dos pais na rotina escolar faz os pequenos se sentirem valorizados. 

Neste caso nos referimos não só à ajuda para concluir o tema de casa, mas a uma integração mais expressiva nas atividades. Esse processo, evidente, vai exigir esforço, mas tem potencial de trazer muitos momentos especiais. 

Que tal brincarem em casa e pedir para que o seu filho ensine algo que aprendeu na classe anterior? 

E se combinarem juntos um jogo de pontuação para estudar um conteúdo de ciências? 

São exemplos de atividades auxiliam (e muito!) crianças e adolescentes a fixarem o conteúdo. 

Ah, e não esqueça que de estar presente em reuniões escolares, apresentações e outros compromissos da instituição de ensino. 

Essa aproximação com as atividades facilita o entendimento da rotina do seu filho e como ele se sente no ambiente escolar. 

6) Reconheça as melhorias

reconhecer melhorias

Reconhecer as melhorias é tão fundamental quanto ajudar o seu filho no momento em que as notas estiverem baixas.

Portanto, se após a conversa que você teve com ele, o desempenho apresentar melhora, não use do velho ditado “Não fez mais do que a própria obrigação”.

Parabenize seu filho e diga o quanto você está orgulhoso pelo seu desenvolvimento.  Faça seu filho entender que o esforço realmente valeu a pena!

7) Vale recorrer ao reforço escolar?

Aulas particulares podem, sim, ser a solução alternativa para auxiliar na recuperação do seu filho. 

É possível avaliar com ele se um estudo um pouco mais focado não ajudaria na questão ou então proponha esse reforço nas matérias em que ele apresentar dificuldade. 

Porém, antes de tomar qualquer decisão, o diálogo com o professor da matéria em questão é essencial.

Tenha uma conversa aberta com o professor e avaliem juntos se o reforço escolar é a melhor opção ou existe outra solução.

Nessas horas, é preciso que você e os professores atuem como uma equipe. 

8) Organize a rotina

Você já parou para pensar que o problema das notas baixas do seu filho pode estar na rotina que ele leva? 

Deixá-lo muito à vontade para dormir na hora que bem entender, games várias horas por dia ou mesmo se divertir sem pausa para os deveres são hábitos que prejudicam o desenvolvimento de suas aprendizagens. 

Tente organizar um fluxo de atividades, sem, claro, ser muito rígido. Flexibilizações podem acontecer e são saudáveis. Não esqueça, porém, que a criança precisa ter horários e, principalmente, saber a hora de cumprir com as suas obrigações. 

Não perca: Como saber o que meu filho faz na internet? 6 dicas + 4 softwares e apps para monitorar

Presença, empatia e diálogo

Se você chegou até aqui, percebeu que a combinação das três palavras acima é fundamental para auxiliar no crescimento do seu filho.  

É essencial que você se mostre interessado pela vida escolar dele e entenda que as dificuldades são comuns

Aposte nessa combinação e tenha certeza de que as notas baixas serão apenas mais um obstáculo superado com sucesso pelo o seu filho.

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