Espinhas na adolescência: por que acontecem e como evitar

8 minutos para ler

Como evitar as temidas espinhas na adolescência?

Sem dúvidas, uma pergunta frequente entre adolescentes e pais com filhos nessa fase.

Afinal, quem nunca passou pelo desespero adolescente de ter combinado um encontro com os colegas e foi presenteado com uma espinha gigante na testa? 😱

Ou pelo embaraço de ter de cancelar um cinema com a colega que você ficou dias enrolando para chamar para sair por ter certeza de que ela só teria olhos para a espinha que saiu bem na ponta do nariz? 😱

A grande maioria dos adolescentes já passou por constrangimentos como esses.

Alguns, mais práticos, resolvem com alguma maquiagem ou até mesmo um curativo.

Outros acabam se sentindo envergonhados demais e optam pelo isolamento, mesmo que temporário, até que aquela espinha maldita desapareça. 

Calma! Pode parecer o fim do mundo, mas espinha tem solução. 

Você, como responsável pelo adolescente, pode ajudá-lo nessa batalha.

Uma batalha, sim, porque as espinhas eventualmente surgirão, em menor ou maior gravidade. 

Há como prevenir e como tratar. E é sobre isso que falaremos neste artigo.  

Por que temos espinhas na adolescência?

por que temos espinhas na adolescência

Na adolescência, os hormônios estão à flor da pele, em especial os hormônios sexuais, que começam a ser produzidos na puberdade. 

Esses hormônios são o principal motivo para termos espinhas na adolescência, entre os 11 e 20 anos de idade. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é muito frequente e acomete cerca de 80% dos adolescentes.

A pele se torna oleosa, com cravos, nódulos, espinhas e cicatrizes. Embora as espinham apareçam mais no rosto, também podem aparecer no peito, nos ombros e nas costas.

A acne se desenvolve devido:

  • Ao aumento da secreção sebácea;
  • À obstrução dos poros;
  • À proliferação bacteriana.
  • E a inflamações. 

Há, ainda, o fator genético, que faz com que a doença de pele seja mais grave em quem tem predisposição.

Algumas situações podem piorar a acne, como o uso de medicamentos (anticonvulsivantes, corticosteróides, lítio, algumas pílulas anticoncepcionais, vitamina B12), de anabolizantes e de alguns cosméticos.

A acne também pode ser sintoma de alguma alteração hormonal, como puberdade precoce ou síndrome dos ovários policísticos.

Por isso, a recomendação é de que o adolescente deve ser acompanhado por um pediatra e por um dermatologista.

O dermatologista pode fazer uma avaliação e definir qual o tipo de pele do paciente: mista, oleosa, sensível ou normal.

Essa classificação já será bastante útil na hora de escolher os produtos aplicados à pele, inclusive itens de maquiagem, no caso de quem opta por usar. 

Vale lembrar que acne é super comum. A regra é ter acne nesta faixa etária. A pele lisinha é a exceção. 

Com isso em mente, jamais faça com que seu filho ou filha se sinta culpado pela acne. 

Não é falta de higiene ou descaso com o próprio corpo. 

Mesmo em jovens super comprometidos com os cuidados com a  pele, as espinhas e os cravos acabam aparecendo nessa faixa etária devido às alterações hormonais pelas quais os jovens estão passando.

Como evitar espinhas na adolescência?

Para evitar espinhas na adolescência, é muito simples. 

As formas de prevenção recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria podem ser seguidas por qualquer pessoa. 

Evite lavar o rosto mais de duas vezes ao dia. Quando o fizer, use produtos específicos. Lavar o rosto mais vezes pode irritar a pele ou deixá-la mais oleosa. 

Não esprema as espinhas. Embora seja um pouco difícil resistir ao impulso, se você espremer a acne, pode acabar deixando seu rosto marcado de forma permanente. 

Use filtro solar e maquiagens adequadas para pele oleosa. 

Lave o rosto com água fria. A água quente estimula a produção de óleo nas glândulas sebáceas.

Limpeza de pele também pode ajudar, desde que feita por um profissional treinado. É um tratamento coadjuvante e, em casos extremos da doença, deve ser aliado ao uso de medicamentos.

banner checklist blog

Evite tocar no rosto com frequência, na medida em que as mãos podem levar bactérias à superfície do rosto. 

– Embora alguns truques caseiros sejam interessantes, como o uso de babosa para hidratar a pele, não acredite em tudo o que lê. Procure seguir orientações médicas.

Como as espinhas afetam a autoestima do adolescente

como tratar as espinhas na adolescência

Vale lembrar que, além de prevenir as espinhas, esses passos devem ser seguidos a fim de evitar as consequências da acne.

Apesar de não ser uma doença grave, a acne em excesso afeta a maneira como o jovem se vê – e a adolescência já é uma época complicada para a maioria dos jovens, que estão se descobrindo e se identificando como seres humanos. 

Segundo a dermatologista Dra. Andrea L. Zaenglein, professora de dermatologia e pediatria da Universidade Estadual da Pensilvânia,

“As espinhas afetam a percepção do adolescente sobre si mesmo e podem aumentar o risco de depressão, ansiedade e isolamento social.

Adolescentes que ficam com o rosto coberto de espinhas tendem a desenvolver problemas de autoestima que, em casos mais graves, podem levar à depressão, perda da autoconfiança e isolamento social. 

Incentive seu filho/filha a adotar os passos acima, bastante simples de serem seguidos, mas que exigem certo grau de comprometimento.

Não pressione demais o jovem. É comum que, nesta idade, os adolescentes rejeitem as recomendações dos pais só por implicância

Veja também: Conflitos entre pais e filhos na adolescência: Por que acontecem e Como evitar. 

Portanto, aponte a necessidade de manter a frequência do tratamento, mas não a ponto de ser visto como um ‘chato’ pelo seu filho. 

Como tratar as espinhas na adolescência?

Tudo depende do grau em que a doença se encontra. 

Há adolescentes que são acometidos por uma ou duas espinhas por mês. Embora cause alguma dor de cabeça para o jovem, não é caso de preocupação – e o adolescente pode inclusive se considerar sortudo.

Sabonetes e filtros solares específicos são o tratamento básico para combater os sintomas. 

Em casos mais graves da doença, o tratamento pode ser feito com antibióticos, hormônios e isotretinoína, o famoso Roacutan, medicamento que exige bastante cuidado por parte do paciente. 

Como responsável pelo adolescente, preste atenção às espinhas. Em muitos casos, a acne é ocasional e não causa maiores problemas.

Quando estiver muito frequente, porém, não espere muito tempo para agir. 

Procure um dermatologista para dar início ao tratamento o quanto antes e tentar evitar a evolução para um quadro mais grave da doença.

Como evitar que as espinhas causem as temidas “marcas” no rosto?

Para evitar que as espinhas causem manchas ou marcas no rosto, é preciso higienizar a pele todos os dias, utilizando esfoliantes, ácidos e produtos que ajudam a reduzir a proliferação de bactérias e a hiperqueratinização folicular. 

Não esprema a espinha ou o cravo do seu filho, por mais tentador que isso possa ser.

Todos já passamos por isso – é complicado ficar apenas observando aquele pontinho amarelo no rosto. 

Espremê-la, no entanto, pode deixar uma cicatriz ou uma marca permanente no rosto do adolescente.

Adolescentes sentem tudo com muita intensidade. Então, em alguns casos, para eles, o surgimento de uma espinha pode ser realmente uma tragédia.

Então, caso não seja possível impedir, oriente que o adolescente use um lenço entre a pele e os dedos ao pressionar a espinha. 

Depois, a área deve ser limpa para reduzir o risco de infecção.

Vale lembrar que a acne é uma doença típica da faixa etária, causada pela ação dos hormônios, algo que faz parte do processo de amadurecimento. 

Não há, portanto, uma “cura” ou um remédio milagroso que faz a acne desaparecer. O que podemos fazer é controlar os sintomas e minimizar as cicatrizes. 

“Espinhas na adolescência? Eu também já tive!”

Para ajudar seus filhos a lidar com a acne, o mais importante é naturalizar o problema. 

Aqui, a máxima “você não é todo mundo” não se aplica. Praticamente todos os adolescentes entre 11 e 20 anos passarão por experiências com espinhas. 

Então, demonstre apoio e incentive o jovem a consultar um dermatologista (principalmente no caso dos meninos, que podem ser mais resistentes a procurar ajuda).

Como dissemos, adolescentes podem ser um pouco exagerados, mas não menospreze o sentimento de angústia deles.

Tranquilize-os: para espinhas e cravos em excesso, há tratamento. E é nisso que você, seu filho e o médico devem trabalhar juntos.  

Posts relacionados

Deixe um comentário