Cientista de Dados: o que faz e como o seu filho pode se tornar um

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O que lhe vem à cabeça quando você pensa em um cientista?

Certamente, uma pessoa de jaleco, segurando tubos de ensaio em um laboratório.

Um que certamente não lida com tubos de ensaio, e sim com uma ampla variedade de números: o cientista de dados. 

cientista de dados

Algo assim, certo?

Pois bem. Neste artigo, vamos lhe apresentar um tipo diferente de cientista.

Então, seria um cientista de jaleco e com uma calculadora na mão? 

Hmm… Mais ou menos isso!

Continue lendo que vamos explicar tudo sobre o que faz um cientista de dados e como essa profissão pode ser uma excelente opção de carreira para quem gosta muito de disciplinas como matemática e física. 

O que é e o que faz um cientista de dados?

Os cientistas de dados pertencem a uma nova geração de profissionais que são capazes de analisar um volume enorme de dados diariamente, a fim de traduzi-los em informações. 

É uma das profissões mais bem cotadas atualmente e mais bem pagas, diga-se de passagem.

Os números, para esses profissionais, apontam soluções e caminhos. 

Segue, abaixo, uma imagem real do cérebro de um cientista de dados.

Brincadeirinha, ok? 

O cérebro deles é igual ao de todos os outros seres humanos. 

Exceto que são realmente bons com números e possuem uma capacidade analítica incrível. 

Mas, para ser um bom cientista de dados, é preciso mais do que ser um nerd dos números.

Os dados precisam ser organizados e traduzidos para uma empresa ou para organização a fim de gerar insights.

E, ser capaz de prever caminhos de sucesso ou reduzir prejuízos através da análise de dados, talvez seja a parte mais importante do trabalho.

Como surgiu a profissão?

Uma reportagem publicada na revista Harvard Business Review classificou a carreira como uma das mais atraentes do século 21.

Então, se o seu filho demonstra interesse em matérias como matemática e física, é uma alternativa interessante a se pensar.

Voltando a origem, vale lembrar que com o uso contínuo da internet, estamos produzindo dados o tempo todo. 

Um dos focos da profissão é a coleta de dados por parte das empresas. 

As empresas precisam muito de alguém que saiba reuni-los e interpretá-los, a fim de, a partir desses dados, vender mais. 

Há também a questão institucional – governos que coletam dados da população para identificar a necessidade de aperfeiçoamento de políticas públicas. 

Por um bom tempo, os cientistas de dados trabalhavam em empresas muito específicas, como analistas de TI ou estatísticos. 

O jogo virou, no entanto, e a análise de dados é uma ferramenta muito frequente em todas as áreas.

Foi dessa necessidade de explorar uma mina de ouro virtual que surgiu a profissão.

Não faz muito tempo, inclusive – os primeiros registros desse termo datam de 2008.  

Qual é a formação exigida para ser um cientista de dados?

Boa parte dos profissionais possuem alguma formação na área de exatas, como matemáticos, engenheiros, estatísticos e físicos.

Também podem ter formação em ciência da computação, tecnologia da informação ou análise de dados.  

Ou, às vezes, uma mistura de todas elas.

Em geral, são profissionais curiosos e comunicativos – para eles, não há problema que não pode ser resolvido. 

Ou seja, eles possuem uma das soft skills mais desejadas pelo mercado de trabalho, segundo o Fórum Econômico Mundial, a resolução de problemas.

Não pense que, ao seguir essa carreira, o profissional estará confinado a uma sala cheia de computadores, sem interação com outras pessoas.

Esses profissionais precisam apresentar essas soluções e, por vezes, convencer outras pessoas de que aquele é o melhor caminho a ser tomado.

Em alguns casos, pode ser que seja solicitado que o cientista de dados proponha novidades à empresa com base nos dados que compila.

Um bom cientista de dados pode trazer inovações gigantescas a uma empresa, ou apresentar um caminho novo que traga lucro a uma companhia. 

E é por isso que são tão valiosos no mercado de trabalho. 

Lembre-se disso: os cientistas de dados são especialistas na resolução de problemas complexos.

E qual empresa ou instituição que não têm pepinos para resolver? 

Em qual ramo um cientista de dados pode trabalhar?

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O mercado é bem abrangente. 

Vai desde startups a grandes empresas, de órgãos governamentais a diversas instituições.

E, embora muito requisitados, ainda é difícil encontrar mão-de-obra qualificada para o serviço.

E aí que uma boa graduação (com a devida contrapartida de esforço e dedicação por parte do estudante, claro!) entra.  

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Há graduações específicas em ciência de dados – procure se informar a respeito. 

Há, também, cursos livres em ciências de dados e analytics, que podem servir de complemento após uma primeira graduação em ciência da computação ou alguma das áreas citadas acima. 

Estando capacitado, será possível atuar em qualquer empresa que identifique essa necessidade de compilar e ler dados. 

E, hoje em dia, isso significa quase todas as empresas, grandes ou pequenas.

Quanto ganha um cientista de dados?

A estimativa é de que um cientista de dados comece a carreira, no Brasil, com um salário de R$ 4,5 mil.

A média salarial é de R$ 6,1 mil, podendo chegar a R$ 8,1 mil. 

Em São Paulo, esses profissionais costumam ser ainda mais bem remunerados: o site Glassdoor aponta que, em média, a renda anual de um cientista de dados é de R$ 144 mil (R$ 12 mil mensais). 

Se você ainda não deu uma pesquisada no mercado de trabalho atualmente, vamos adiantar: no Brasil, esse é um salário considerado muito bom. 

Então, se você tem habilidades com números, essa carreira pode ser uma boa pedida.

3 termos comuns na carreira de um cientista de dados

Antes de citarmos algumas das habilidades procuradas em cientistas de dados, vamos esclarecer um pouco, a título de curiosidade. 

Vamos distinguir três termos que são semelhantes e podem ser confundidos por quem está flertando com a área. 

Data science, big data e data analytics. 

Parece tudo a mesma coisa, certo? 

Mas não é.

Confira a explicação abaixo e conheça esses 3 importantes termos para quem trabalha no ramo.

O que é big data?

O conceito de big data se baseia em três Vs: volume, velocidade e variedade. 

As organizações podem coletar dados de diversas fontes – daí vem o volume. 

Há quem diga, porém, que a velocidade de processamento é mais importante. 

E uma boa análise de big data deve ser capaz de analisar e captar informações de uma grande variedade de dados, não importa de onde sejam coletados. 

Por isso, a relevância do big data não diz respeito ao armazenamento de dados, e sim no que será feito com eles. 

O que é data analytics?

Data analytics é a análise ampla do volume de dados armazenados pelas empresas, coletado por meio de ferramentas de big data e inteligência empresarial. 

Com base nos dados analisados, é possível encontrar maneiras de otimizar o tempo de produção, identificar oportunidades de negócios, entender tendências de mercado, desenvolver novos produtos e realizar ofertas individualizadas, entre outras. 

O que é data science?

Data science é um termo mais abrangente que engloba as técnicas e os processos relacionados à preparação, à análise e à limpeza de dados.

É uma ciência que combina matemática, programação, estatística e resolução de problemas para encontrar padrões nos dados coletados.

Ok. 

Dito isso, voltemos às habilidades. 

Quais são as habilidades geralmente requisitadas em um cientista de dados?

Algumas das habilidades que podem ser esperadas de um cientista de dados dizem respeito às aptidões de cada um.

Gostar muito de matemática é certamente um pré-requisito.

Curiosidade, praticidade e objetividade também são algumas das características que certamente serão valorizadas – e que facilitarão o trabalho como cientista de dados. 

Espera-se, também, que um cientista de dados domine linguagens de programação como Python, Java e C/CC++.

Veja também: Programação para crianças – 9 habilidades desenvolvidas ao aprender o “novo inglês” 

Claro que ninguém nasce sabendo falar essas linguagens. 

Porém, já na infância, é possível já ter contato com alguns conceitos básicos de programação. Algo que pode ser incentivado desde cedo.

É também necessário que tenha conhecimentos em Hadoop e SQL, tecnologias relacionadas ao trabalho desse profissional. 

Traduzindo para o bom português, esses termos são linguagens de bancos de dados que se tornarão essenciais para a busca, a coleta, a análise e a exportação de dados. 

Por fim, é preciso saber aliar esses conhecimentos a habilidades de analisar dados não-estruturados. 

Isso quer dizer que o profissional precisa ser capaz de ler um texto, ouvir um áudio e ver um vídeo e extrair deles os dados necessários para o fim da pesquisa.  

Parece simples, mas é só perder uns cinco minutos lendo comentários feitos em sites de notícias para perceber que interpretação não é uma habilidade tão presente assim. 

A interpretação dos dados analisados é fundamental.

Caso contrário, o banco de dados é só uma sopa de números que nada dizem – ou que falam em código. 

Um dos caminhos do futuro para alunos que gostam das exatas

Mais do que um bom conhecedor da matemática, o cientista de dados é um profissional versátil e curioso. 

Precisa ter boa habilidade de comunicação porque vai ser necessário transmitir a mensagem de forma clara a receptores que certamente não estarão tão bem informados a respeito dos dados compilados.

É desafiador, claro, mas que cientista que não gosta de um bom desafio?

A decisão final sempre cabe aos seus filhos, porém os pais podem ser grandes incentivadores e esclarecedores na hora de escolher uma profissão.

Veja também: Como os pais podem orientar os filhos na escolha da profissão

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