8 lições que podemos aprender com os filhos

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“Esses são os humanos pequeninos. São crianças. Elas acreditam em magia. Elas brincam de fingir. Elas têm esperança, e cruzam os dedos, e fazem pedidos, e isso faz com que sejam mais resilientes que os adultos. Elas se recuperam mais rápido, e sobrevivem às piores coisas. Elas acreditam.”

Essa citação, extraída diretamente de um episódio de Grey’s Anatomy, uma série de ficção televisiva que mostra o dia a dia de médicos em um hospital americano, resume um pouco o quão especiais são as crianças. 

Não é à toa que professores sempre dizem que aprendem muito com os alunos.

Crianças são livres de maldades e de segundas intenções. 

São inocentes de uma forma única, de uma maneira que os adultos não conseguem ser.

Você, com certeza, já deve ter aprendido muito com seus filhos. 

Mesmo assim, elencamos uma lista de lições que eles estão prontinhos para ensinar. 

8 lições que podemos aprender com os filhos 

1. Você não sabia que era capaz de amar tanto

Esqueça tudo o que você achou que sabia sobre o amor. 

O amor de uma mãe ou de um pai por um filho é algo que transcende qualquer limite. 

Você sente que é capaz de cometer uma atrocidade desde que mantenha seu pequeno a salvo.

É um amor que não cabe no peito. 

Ele transborda e, se você tiver mais filhos, vai amar todos, porque esse amor sabe dividir (e multiplicar).

2. Enxergar a vida de forma mais pura

Crianças têm o coração puro.

Sabe quando dizem que criança não mente?

Isso pode ser constrangedor às vezes, quando seu pequeno “acidentalmente” sugerir que alguém está acima do peso, por exemplo.

Na maior parte do tempo, porém, essa é uma qualidade incomparável.

O adulto não tem a mesma inocência da criança, mas pode tentar. 

Proponha um exercício a si mesmo.

Tente, diariamente, enxergar as situações da mesma maneira como seu pequeno faria.

Encare a vida sob outra perspectiva, mais doce e mais pura.

3. Não é preciso ser perfeito

Pais e mães, em geral, se cobram muito.

Normalmente, esperam que tudo saia perfeito, e temem cometer erros.

Não procure ser perfeito. Você não é. Ninguém é.

Seu filho não vai perceber se você conseguiu fazer tudo aquilo que se propôs na sua lista diária.

Você vai ter dias bons e ruins, como sempre teve. Tornar-se pai/mãe não vai isentá-lo disso.

Mantenha-se presente.

Se estiver se sentindo um pouco pra baixo, explique ao seu pequeno.

Preocupar-se com você mesmo é uma maneira, também, de se preocupar com a sua família.

Você precisa estar na sua melhor versão para dar conta de tudo, não é?

Então, tire um tempo para você. Faça um exercício, leia um livro, pratique qualquer atividade que você goste. 

Procure o equilíbrio. 

Quanto mais próximo dele você estiver, será mais fácil dar conta das obrigações familiares, sem a pressão de estar dando o máximo de si 100% do tempo. 

4. Aprender a perdoar 

Se você tiver mais de um filho, vai entender rapidamente do que estamos falando.

Seus filhos vão brigar e fazer as pazes várias vezes durante curtos intervalos de tempo.

Isso quando não brigam com você. 

Os mais velhos, mais articulados, podem até dizer grosserias. 

Não leve a sério. É pouco provável que a criança se lembre disso no dia seguinte. 

Mágoa e rancor? Esqueça.

Crianças não carregam esse tipo de sentimento.

Essa é, também, uma lição a ser aprendida: perdoar é libertador.

5. Esteja aberto(a) ao aprendizado

aprender com os filhos

Não pense que seu filho, por ser tão novo e pequeno, não pode lhe ensinar nada. 

As crianças estão sempre prontas e abertas para aprender.

São curiosas e ativas.

Com o devido estímulo, podem ser mais rápidos que os adultos.

E, perceba: geralmente, as crianças acham tudo fascinante. Nada é tedioso para elas.

Ficam rapidamente interessadas e fazem muitas perguntas. 

Você pode levar isso para vida. 

Aprender algo novo nos revigora!

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E, se olhar de pertinho, tudo é interessante.

Basta estar aberto!

6. Aprenda a priorizar 

Assim que o pequeno nascer, ele vai virar o centro do seu mundo – tanto da mãe como do pai, ou de qualquer pessoa que seja responsável pela criança. 

Todo o resto será secundário. 

Afinal, você precisa cuidar daquele bebezinho. 

Nos primeiros meses, ele vai depender de você para tudo. 

Isso pode ser aplicado em vários aspectos da vida. 

No trabalho, você precisa realmente tomar conta de tudo?

Ou será que você pode escolher delegar e elencar quais são as atividades mais importantes?

Esse, inclusive, é um dos princípios do essencialismo, mas essa conversa fica para outro artigo…

7. Preocupe-se com você mesmo 

As crianças ainda não são tão autoconscientes. 

Isso significa que elas normalmente agem conforme o que realmente querem fazer, sem se preocupar com a opinião dos outros.

Nem preciso dizer que não é assim que a maioria dos adultos funcionam, certo?

As crianças, inclusive, começam a se preocupar com isso ao longo do tempo, principalmente quando são alvo de bullying ou de piadinhas maldosas.

E, nessas ocasiões, os pais incentivam os pequenos a não se acovardar e a não se deixar intimidar.

Então por que, na vida adulta, esse exercício se torna tão mais difícil? 

8. Sonhe!

Essa é, provavelmente, a habilidade mais bonita de uma criança.

Para os pequenos, os limites entre a realidade e a imaginação ainda são dúbios.

As crianças sonham em ser astronautas, fazendeiros e atrizes.

Também querem ser médicos, professores e policiais.

Nesta faixa etária, possíveis empecilhos e dificuldades de cada uma dessas profissões sequer são considerados.

Quando crescemos, normalmente, os empecilhos e as dificuldades vêm primeiro.

E não somente quando se trata de escolhas profissionais.

O esforço de sonhar baixo e de sonhar alto é o mesmo, certo?

Na vida adulta, mantenha a criança em você viva.

Sonhe. 

Desde que com os pés no chão, não tem problema manter a imaginação trabalhando.

Leia também: Habilidades socioemocionais na infância: as 6 principais

4 séries de televisão que têm como premissa o convívio familiar 

1. This Is Us 

A premiada série de televisão acompanha a história da família Pearson, com foco nos percalços enfrentados pelo casal Jack e Rebecca e seus três filhos, Kate, Kevin e Randall – todos da mesma idade. 

Sem reviravoltas mirabolantes, a série emociona ao tratar de temas do cotidiano. 

As primeiras quatro temporadas estão disponíveis no serviço de streaming da Amazon. 

2. Modern Family

Disponível na Netflix, Modern Family já tem 11 temporadas. 

A comédia conta a história de três núcleos familiares pouco tradicionais – o casal Phil e Claire que, por coincidência, também têm três filhos, um casal com grande diferença de idade, e um casal de homens gays que acabaram de adotar uma criança.

Além de arrancar algumas risadas, a série ensina – e há quem diga que as crianças são mais interessantes que os adultos. 

3. Gilmore Girls

Essa vai principalmente para mães e pais de meninas. 

A história acompanha Lorelai e Rory, mãe e filha, cujo relacionamento também tem tons de amizade. 

Embora Rory seja adolescente, é interessante ver o quanto uma precisa da outra, mesmo que não se deem bem em todos os momentos. 

E, de quebra, também acompanhamos o relacionamento conturbado de Lorelai com a mãe, Emily. 

Todas as temporadas estão disponíveis na Netflix.

4. Três É Demais

O seriado narra os acontecimentos do viúvo Danny, que chama o cunhado Jesse e o melhor amigo Joey para ajudá-lo a criar as três filhas. 

A série é mais antiga, e foi concluída em 1995, mas as suas oito temporadas foram um sucesso durante toda a exibição. 

Hoje, é possível acompanhar uma continuação da série, Fuller House, disponível na Netflix.

Você também pode se interessar: Como Falar Sobre Emoções Com Seus Filhos? 5 Formas de Entrar no Assunto

Pequenos que nos ensinam todos os dias

Aproveite!

A convivência com seu pequeno será única, e especial de um jeito muito particular. 

Use a maneira como a sua criança enxerga o mundo como inspiração.

E procure permitir que ela viva a infância! 

Você sabe como dura pouco, não é?

Conseguiu se identificar em algum desses aprendizados? Se lembrar de mais lições que aprendeu com seus filhos, conte para nós!

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